ALBERT SE APRESENTA NO DAVID LETTERMAN

7 meses atrás por Tata Categorias: ,
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Para consagrar a volta de sua carreira solo, Albert apresentou ontem (4) no David Latterman a primeira versão ao vivo de uma música do EP “AHJ”. Foi “St. Justice”, a faixa de abertura do minidisco.

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Confira o vídeo:

Nota: A razão da overdose de Albert nos últimos dias é culpa do próprio moço.

 

OUÇA O NOVO EP DE ALBERT HAMMOND JR

7 meses atrás por Tata Categorias: ,
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A Rolling Stone promoveu hoje (4) a estréia do EP “AHJ”, que tem lançamento oficial agendado para a próxima terça, dia 8. O stream está ao fim do post.

Na matéria da RS Albert fala sobre o processo de criação e indica que deve lançar outro EP em breve. Leiam os trechos que traduzimos abaixo.

“Estar sóbrio ajuda,” Hammond fala. “Estranhamente você fica mais criativo. Sinto bem por ser eu mesmo. Me sinto confortável em sentar e cantar melodias vergonhosas antes de encontrar uma. Não me importo de passar por esse processo.”

A matéria diz ainda que Albert escolheu lançar um EP porque ele queria apenas lançar seu melhor material, mas que ele espera lançar outro bem rápido. “É estranho, mas então terei um álbum,” ele diz. “Já estou trabalhando em novidades.” Ele acrescenta, “Do modo que a imprensa funciona, as pessoas não querem resenhar ou falar sobre EPs. Consideram assim, ‘por que você não espera e faz um disco?’ Mas para alguém que está criando, e o público também, pode-se ter o material mais rápido. Eu acho que lançar algumas músicas a cada poucos meses parece melhor de que lançar um álbum a cada ano ou dois.”

“É como se o universo tivesse se alinhado para que eu realmente tivesse responsabilidades: ‘Se quiser fazer isso, faça. Pare de se esconder atrás das coisas. Apenas faça e colha as coisas boas e ruins que vierem pela frente.’ Estou empolgado por isso. Estou pronto.”

Ouçam o EP na íntegra a seguir:

E então, opiniões? Digam nos comentários!

 

ENTREVISTA — ALBERT SOBRE OS STROKES: “ACHO QUE NUNCA VAMOS PARAR [...] ESTAMOS APENAS JUNTOS”

7 meses atrás por Tata Categorias: , , , , ,
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Ontem (26), durante o programa na BBC de Zane Lowe, o jornalista bateu um papo com Albert antes de divulgar sua novíssima faixa “Rude Customer” (que você pode ouvir aqui).

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Nosso querido Zane, que sempre tá promovendo primeiras execuções de faixas dos Strokes e seus integrantes, é fã declarado da banda e mesmo colocando palavras na boca do Albert, conseguiu certamente a melhor “entrevista” que tivemos desde o lançamento do Comedown Machine no que toca o assunto The Strokes.

Confiram a tradução a seguir:

Zane Lowe: Eu sempre penso naquele icônico comentário que o Julian fez no começo, que foi “Se nós pudermos ser tão bons como Guided By Voices, eu serei feliz.” Vocês de certa forma estão meio que voltando para esses pontos de partida que inspiraram vocês, ao que parece.

Alber Hammond Jr.: Isso estranhamente acontece às vezes. Eu tenho percebido que você sempre meio que acaba voltando para suas raízes iniciais. Você tem esse começo e depois muda muito rápido para coisas diferentes porque você se empolga e você cresce. Então de repente, você meio que lembra daquilo de novo porque foi a faísca de toda a história, e leva você para outra direção. Não posso dizer ao certo, já que estou no meio disso, se isso é algo normal, se isso acontece sempre ou se é apenas algo que estou vivenciando agora e nunca vou experimentar de novo.

ZL: Nós adoramos esse  EP de cinco faixas, e você parece bem feliz e de certa forma livre. Parece que você está fazendo a música que quer fazer e não há nada sobre os seus ombros aqui.

AHJ: Não poderia existir melhor descrição. Quando fui fazer música com Gus (Oberg, produtor), chegamos em um ponto em que eu tinha músicas suficientes e senti que precisava gravar para meio que escrever músicas novas. Eu estava bem empolgado. Nos sentamos e não íamos fazer nada; não era como se tivéssemos algo acabado, e cada dia tínhamos uma música. Todo dia era como “Oh, uau, isso pode ser algo.” Isso simplesmente deixou a gente bem excitado e em seguida empolgamos o Julian, que depois nos animou para fazer um EP. Mas nunca foi, “Ok, temos que fazer outro.” Era mais “Isso! Vamos fazer mais uma.” Tudo nos levava a mais.

ZL: Isso é o que é engraçado sobre toda essa situação com você e seus amigos, e os Strokes também, é que me parece — e por favor me corrija se eu estiver errado — mas, sabe, o modo como vocês estrearam com um canhão de empolgação, essa chama azul que estourou de forma tão clara e rápida, parece que de certa forma, aspectos da banda ou certamente a banda estava tentando ganhar alguma perspectiva sobre isso — ganhar algum controle da situação — e só agir tipo “Olha, nós apenas queremos ser esta banda, não necessariamente aquela banda.” E agora me parece que vocês meio que alcançaram isso. Eu vejo Comedown Machine, vejo onde você está agora com o seu EP, vejo onde vocês estão e parece que vocês são a banda que sempre quiseram ser, que é serem julgados por suas próprias expectativas, fazendo as coisas com o andamento que vocês desejam e vocês parecem dissipar tudo isso com sucesso. Soa justo?

AHJ: É, eu acho que no processo não é como algo resolvido, mas definitivamente é algo, de modo positivo, que tem acontecido. Não percebemos que isso pudesse acontecer. Agora acontece algo que não aconteceria quando nós começamos.

ZL: Acho que o que estou tentando dizer é que, de certa forma, durante o tempo em que vocês estiveram em hiato, eu não tinha certeza se íamos ter outro disco dos Strokes. Agora eu sinto, como um fã, que eu acho que vocês poderiam fazer 10 álbums dos Strokes.

AHJ: A propósito, tudo que você disse e descreveu sobre a minha vida é melhor de que eu descrevo. Eu quero pegar essa citação sua porque eu não vou repetir isso de novo. Mas sim, nunca senti tanto isso como sinto agora também. Pode ser que haja momentos em que não estamos trabalhando juntos, mas acho que nunca vamos parar. Meio que chegamos a um ponto — temos feito isso por tanto tempo e passamos por tantas coisas — que assim, por que anunciar alguma coisa além das coisas que estamos fazendo? Não é como se nós vamos ficar “Oh, terminamos a banda.” “Oh, estamos juntos de novo.” Estamos apenas juntos.

*Agradecimentos ao Eric do The Strokes News por transcrever e compartilhar a entrevista.

 

ALBERT HAMMOND JR: OUÇA “RUDE CUSTOMER” DO EP AHJ

7 meses atrás por Tata Categorias: ,
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A primeira faixa revelada do AHJ foi tocada hoje (26) pela primeira vez no programa de rádio do inglês Zane Lowe, na BBC.

“Rude Customer” também já foi diponibilizada online no SoundCloud da Cult Records.

AHJ está previsto para ser lançado no dia 8 de outubro. Compre antecipadamente a versão online com faixa bônus por apenas U$ 2 no site da Cult: bit.ly/AHJPreOrder

 

ALBERT HAMMOND JR PARA GIGWISE: “ARCTIC MONKEYS ME INSPIRA”

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Em entrevista ao site Gigwise, Albert disse que sua motivação na hora de fazer o novo EP foi ouvir músicas de outras pessoas. Citando como exemplos Arctic Monkeys, Yeah Yeah Yeahs e seus próprios comenheiros dos Strokes, ele falou que “ouvir músicas de outras pessoas é como uma competição”, no sentido de que a qualidade deles são inspiração para que ele sempre se esforce mais.

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AHJ será lançado no dia 8 de outubro

 

“Pode ser apenas uma nova música aleatória que você ouve, de The Sweet ou quem quer que seja… Você pode sentir a competição dentro de sua própria banda também — especialmente com uma grande compositor como Julian. Os outros caras também estão cheios de grandes idéias.”

E continuou: “Arctic Monkeys, Yeah Yeah Yeahs — estas são bandas que continuam lançando coisas que me fazem ‘caramba, isso é excitante’. Você sente isso quando está fazendo sua própria coisa também — quando você termina uma música e você diz, ‘nossa, eu estou feliz que fizemos isso!’.”

A Gigwise perguntou ainda o que ele achava que tem na música dessa época para tal poder de permanência. “Eu senti isso quando nós começamos a banda em torno de 1999-2000″, respondeu ele. “Quando começamos, não havia muito desse ‘rock’ como a gente conhece agora. Quando estávamos girando o mundo, percebemos que éramos diferentes dos outros. Houve algo que acendeu uma coisa nova e eu sinto que as bandas começaram a fazer ótimas canções e as pessoas se apaixonaram com toda a ideia de ter uma banda — como se comportam e o que dizem.”

“Acho que boas músicas e músicas universais fazem de você parte de algo grande e fazem com que os seres humanos se sintam conectados. Você se sente bem com as pessoas ao seu redor, então 30 anos depois ela é tão universão que vai parecer nova.”

Fonte: Gigwise

 

TRADUÇÃO DA NOVA ENTREVISTA COM ALBERT HAMMOND JR PARA A NME (SETEMBRO)

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Albert anda bem popular na NME… Depois da entrevista na última edição de agosto que traduzimos aqui, o guitarrista falou um pouco mais à revista na edição seguinte, da primeira semana de setembro de 2013. É uma entrevista mais interessante e com maiores detalhes, que nós também traduzimos e que vocês podem ler logo abaixo das scans:

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Drogas, The Strokes, o futuro: Albert está limpo

Na iminência de lançar um novo EP solo pela gravadora de Julian Casablancas, Albert Hammond Jr fala para Matt Wilkinson sobre algumas relações tóxicas

Eu escuto Albert Hammond Jr mesmo antes de poder vê-lo. Deitado num sofá perto da janela do escritório dos empresários dos Strokes no East Village de Manhattan, ele solta um “Hey, maaaan” com um sotaque de Los Angeles, de dentro das sombras. Quando chego nele, ele está rodeado de recordações gloriosas – NME Awards, um grande mapa cheio de alfinetes em cada continente conquistado, discos de ouro, discos de platina, capas de revistas emolduradas, expandidas em proporções além da vida real. Até mesmo as canecas de café aqui possuem as palavras “The Strokes” em letras grandes, destacadas de blockbuster. Parece o lugar perfeito para um grupo de nova iorquinos experientes planejarem a conquista do mundo.

Mas claro, os Strokes não têm feito muito isso ultimamente. Como “Comedown Machine” veio e foi – talvez o mais fraco lançamento de um álbum de uma banda ativa que ainda significa alguma coisa para alguém – o seu silêncio nas rádios falou mais alto, um vasto leque que longas perguntas que são deixadas sem resposta de forma agoniante, sobre a relação interpessoal da banda e o futuro deles como um todo.

Hoje, com Albert organizando o lançamento de AHJ, um novo EP solo na gravadora Cult Records de Julian Casablancas, nós chegamos de alguma forma perto da causa desse silêncio. Desde o início, o seu entusiasmo pelo disco é contagiante. Produzido pelo companheiro de longa data Gus Osberg e com Julian Casablancas dando conselhos numa frequência quase que diária, ele está convencido que as músicas são as melhores que ele já escreveu sozinho. Além disso ele está perto de cair na estrada com sua banda solo – isso é o que ele quer fazer “mais do que tudo”. “Eu tocarei em qualquer lugar, cara, literalmente em qualquer lugar,” ele ri, completando que abrir para o Arctic Monkeys cairia bem. Mas talvez a parte mais atraente da nossa conversa é a própria história do músico de 33 anos. Essa é a sua primeira entrevista como carreira solo em anos, e ele está disposto a se abrir.

A parte engraçada sobre AHJ é que como em seus dois primeiros álbuns solo – Yours To Keep (2006) e ¿Como Te Llama? (2008) – muitas pessoas estão propensas a analisar a fundo as letras das músicas. Como os melhores materiais dos Strokes, suas músicas são de um rock de garagem dançante na superfície. Mas enquanto as composições de Julian são mais enigmáticas, Albert traz uma fachada mais confessional. Em Strange Tidings, onde ele soa assustadoramente como Tom Petty, ele canta “I can’t believe I lost my mind”.

Em 2009, Albert teve uma bem comentada reabilitação, da qual ele falou de certa forma quando os Strokes concederam entrevistas durante o lançamento de Angles, em 2011. Entretanto nenhuma delas foi tão longe em detalhar a verdadeira gravidade dos problemas dele. Heroína foi mencionada, mas então também o cansaço e desaventuras amorosas.

“Na época do segundo álbum, eu diria ‘Eu estava em um lugar escuro, cara, eu estava em um lugar muito escuro’,” ele diz hoje, zombando de seu eufemismo. “Só agora sou capaz de entender ou falar sobre aquele período, e já faz quase quatro anos.” Ele “sempre” usou drogas, diz ele, mas entre 2006-2009 as coisas saíram do controle. “Era, tipo, oxis e cocaína durante os 24, 25, 26. E eu fiquei viciado em heroína depois. Então de 26, 27, até 29…”

Hoje, resplandecente em uma camiseta preta de mangas curtas, jeans preto e Converse preto, ele usa camisetas sempre e todo feliz.

“Não é que eu não estava em um lugar feliz. Eu estava apenas… Deus sabe onde eu estava. Eu estava apenas muito chapado. Eis onde eu estava.”

Quão ruim era?

“Você quer que eu seja específico? Eu não ligo, mas sim, eu usava cocaína, heroína, ketamina. Tudo junto. Dia, noite, 20 vezes por dia. Você sabe, eu estava uma bagunça. Eu olho para trás e não me reconheço. Eu fiz minha própria coisa. Quero dizer, você tem momentos que está bem. E se alguém te encontra, você parece bem. Mas eu lembro que uma vez estava mostrando uma música para alguém e eu estava usando uma camisa curta e [aponta para os pulsos]… estava tudo roxo [reproduz as marcas] tudo por aqui. E então eles perguntavam a alguém – ‘você viu o Albert, ele parece louco?’ Foi quando eu comecei a usar mangas longas. Eu tenho essas tatuagens há muito tempo e eu ainda tenho pessoas chegando para mim, ‘Oh, você fez tatuagens novas?’ E eu fico, ‘Não, você apenas nunca me viu com uma camiseta de mangas curtas…’”

Ele riu quando eu falei que pensei nisso quando eu entrei ali naquela manhã. Ele recentemente leu e ficou surpreso com edição da NME que traz Pete Doherty na capa, onde o integrante do Babyshambles descreveu suas próprias tentativas mal sucedidas de ficar limpo.

“Eu não entendi o que ele estava dizendo. Ele dizia ‘Se você alcança certo ponto e não para, você deve continuar.’ Eu pensei, ‘O que? Não, isso faz sentido para que você pare.’”

Com Peter, eu respondi, acho que é mais sobre deixá-lo a salvo no lugar mais seguro possível ultimamente.

“Eu não quero ser isso. Eu não quero ser assim. Acho que as drogas foram uma boa maneira de sair da própria cabeça. Você curte por algum momento, ela te ajuda a ir a novos lugares. Mas depois faz com que você pare de crescer e te coloca num nível em que você não está tão bom como poderia ser – para mim. Não estou julgando. Usei drogas pesadas e por um longo tempo, então não estou em posição de julgar, de maneira nenhuma julgaria. Alguma coisa clicou um dia, e eu saí dessa.”

Albert está mais aberto para falar sobre essas coisas agora porque “Eu senti que não consegui deixar claro como eu estava me sentindo” durante a divulgação de Angles. Mas ele ainda é cuidadoso sobre o que você imaginaria ser um assunto menos difícil: The Strokes.

“Quando você está fazendo sua própria música que você está empolgado, falar sobre as coisas do The Strokes é sensacionalizado muito tão facilmente.”

Respondo que eu não posso não perguntar sobre os Strokes, que todos os fãs deles ao redor do mundo estão se perguntando o que diabos está acontecendo nesse momento.

“Não, claro, mas também deve existir uma compreensão de que sou um quinto de algo, e eu não quero que pareça aos fãs que eu utilizei essa entrevista para falar coisas, [como se estivesse] tirando proveito [da oportunidade]. Eu guardo com muito carinho o que nós temos juntos como amigos. Só sou muito cuidadoso com como as coisas são ditas, porque eu não quero que algo seja interpretado de outra forma e então me tornar o rosto de quem disse tal coisa.”

Ele não se importa em falar sobre The Strokes, mas ele não vai de fato falar sobre eles. Sobre os planos futuros? Nada concreto aparentemente. Expectativas de uma turnê? “Sem comentários.”

Pergunto a ele a razão da banda não conceder entrevistas sobre o último disco.

“Nós apenas decidimos mantê-lo assim [com uma tampa]. Pensamos que seria legal manter um silêncio sobre ele, ver o que um disco faria se você pudesse apenas ouvi-lo.”

Um ponto justo, mas que se confronta com o que ele disse sobre a campanha de entrevistas do Angles, onde a banda foi caracterizada como se estivessem entre desacordos. “Olha, eu sinto que a imprensa entendeu tudo errado,” ele diz daquele período.

Então por que não juntar os cinco agora para deixar tudo esclarecido?

“Mas isso seria o…? Apenas parece que… Eu nem sei as palavras. Seria apenas esquisito.”

Pergunto onde, falando figurativamente, os cinco Strokes estão naquele minuto, e ele dá uma imagem mais agradável (“Estamos em um ótimo lugar!”). Ele tocou com o guitarrista Nick Valensi em um tibuto a Bob Dylan em Dublin recentemente, é ainda muito próximo do baixista Nikolai Fraiture e baterista Fab Moretti.

Eu me coloco como testemunha ocular durante a sessão de fotos para a NME. Estávamos fora do escritório, nas ruas ensolaradas de Manhattan com Albert, quando no fim da rua avistamos a inconfundível figura de um Fab bigodudo. Os dois se vêem, acenam amigavelmente, e continuam com seus afazeres. Eles vão se falar mais tarde, Albert diz.

Agora, ele está pronto para voltar pro EP. Ele pega o celular para nos mostrar a capa, fala animado sobre como ele ficou tão viciado em Metallica que deve inclusive fazer cover de uma de suas músicas, divaga sobre seus discos favoritos (de Car Trouble do Adam & The Ants, a Is This Real? do Wipers). Ele parece estar muito feliz de ainda estar aqui, tocando música, alegremente sóbrio.

“Nos primeiros dois anos você está meio que na borda e vendo o rio ir passando, e isso é o mundo,” ele diz sobre a vida sem as drogas, “Você fica tipo, ‘Por que não sou parte disso? Como eu entro?’ Mas você simplesmente não pode. Você é um intruso.”

Albert faz um balanço por um segundo quando pergunto onde ele está pisando agora.

“Sabe… estou confortável comigo mesmo, eu acho.”

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Como é a atitude do Julian sendo o dono de uma gravadora?

Albert: “Falei com Julian sobre querer lançar algo na Cult Records desde que ele a começou. Ele fez, ‘Vamos lançar uma música.’ Então eu falei, ‘Tudo bem, vou começar a trabalhar com o Gus [Oberg] e talvez depois que fizermos algumas músicas terá uma que seja divertida.’ Eu mandei para ele a primeira, Cooker Ship, e ele ficou aturdido. Recebi um e-mail de volta com um milhão de ‘sim’! Não ia ser originalmente um EP, ia ser apenas uma música, depois iam ser duas, depois seriam três. Julian ficou, ‘vamos coroar nessas três.’ Mas depois eu fiz, ‘Bem, eu tenho mais uma, e ele disse, ‘Essa é boa, faremos quatro.’ Então novamente, eu fiz ‘…eu tenho mais uma.’ Ele fez, ‘Nós temos que parar agora… mas essa foi a sua melhor!’”

 

TRADUÇÃO DA ENTREVISTA COM ALBERT HAMMOND JR PARA NME (AGOSTO)

8 meses atrás por nice Categorias: , , ,
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Na edição de Agosto de 2013, a NME publicou uma entrevista com Albert Hammond Jr, traduzida a seguir.

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The Strokes voltaram com um quinto álbum, “Comedown Machine” em março, mas em vez de colocar a música pra tocar, a máquina ‘da volta’ não está em movimento. Os cinco não posaram para fotos para promover o álbum, muito menos fizeram um show ou falaram com jornalistas. E isso não vai mudar agora. “Isso foi tudo, e falar sobre isso agora ia acabar com a ideia de não falarmos sobre isso”, diz Hammond Jr para a NME depois de ser DJ num evento para a Converse, no salão de tatuagem The Circle, em Londres. Mas ele deixou escapar que a história dos Strokes não chegou ao fim ainda. “Em algum momento vamos fazer algo e falar sobre isso e vai parecer bom. Só parece muito parcial ou estranho ou não divertido quando não é um esforço do grupo, mas tudo está ótimo. Julian e eu somos realmente bons amigos.”

Então ainda vai ter mais material dos Strokes? “Sim”, ele disse, hesitante. “The Strokes estão sempre abertos… sempre tem algo. Não estou dizendo em nome da banda, só como eu vejo, como parece – como se tivéssemos passado da fase de não fazer coisas.”

Enquanto isso, Albert está de volta com um novo EP de cinco faixas, seu primeiro material solo desde 2008 “Como Te Llama?”. Com as novas faixas “Cooker Ship”, “Rude Customer”, “Strange Tidings”, “Carnal Cruise” e “Saint Justice”, deve ser lançado pela gravadora Cult Records do amigo Julian Casablancas, em setembro*. Gravado no estúdio que Albert tem em casa, ao contrário do seu primeiro álbum solo “Yours To Keep” que conta com inúmeros colaboradores, neste novo material os únicos músicos que você ouve são Hammond e Matt Romano, um colaborador de longa data. Parece também que o guitarrista encontrou um novo som. “É a coisa mais agressiva que eu já escrevi. Duas das canções são realmente agressivas e estou empolgado para tocá-las ao vivo. Sinto totalmente como se fosse a melhor coisa que eu já escrevi, de longe.”

Hammond estava de fato tão empolgado que ele não conseguia parar – o EP seria um single. “Gravei uma faixa com Gus Oberg, meu produtor. Mostrei ao Julian e ele fez ‘Legal, vamos lançar num single’. Eu disse ‘Tem mais uma’, então tentamos as duas e antes que eu me desse conta corríamos o risco de ter um disco inteiro. A ideia era lançar algo logo, porque um álbum é um processo muito maior e não queríamos demorar tanto.” O tema é variedade: “Cada música é um pouco diferente, mas o gancho comum é minha guitarra. Faço um solo em cada uma, o que é realmente excitante. Quando minha mãe ouviu uma delas, ela estava como ‘Oh, wow, é você tocando?’ Ela disse de uma forma positiva!”

Albert disse que não sabe se vai vir um álbum inteiro a seguir. “Só sinto que o ciclo de fazer um álbum e uma turnê é tão…”, ele parou. “Descobri umas coisas com Julian e queremos fazer as coisas depressa. Esperar cinco meses para lançar algo que você levou cinco meses pra fazer te faz sentir um pouco velho.”

A positividade irresistível de Hammond vem de uma fase difícil – ele lutou contra as drogas durante a promoção do quarto álbum dos Strokes, “Angles”, em 2011.

“Eu cedi à vida rock n’roll, acho. Em vez de ceder minha vida toda, cedi por um período de alguns anos. Você faz isso primeiro para sair da sua própria cabeça, e você pensa as coisas de forma diferente. Então chega num ponto que você está fora da sua cabeça e não está pensando em nada, e quando chega nessa situação você se perde da música, então qual o objetivo? Música foi a primeira droga que me deixou aceso, e acho que as drogas te levam numa nova direção, então você esquece que precisa parar.”

Isso contribuiu para o atraso no trabalho solo? “Em parte, talvez, mas começamos a fazer coisas dos Strokes, então é um dar e receber, fazer aquilo e fazer suas próprias coisas. Ou você está ensaiando, ou fazendo turnê, então é difícil encontrar tempo. Mas música é uma daquelas coisas que você não pode apenas se sentar e fazer, você realmente precisa estar relaxado e não se importar com o dinheiro ou o que está fazendo, então as coisas acontecem. Como quando você é criança, só tocando música e é divertido e você fica tonto. Eu fui muito sortudo – tenho uma banda incrível e pessoas incríveis perto de mim que me inspiram – e estou prestes a lançar o que acho que é a melhor coisa que já fiz.”

*Embora a matéria afirme que a data de lançamento seria em setembro, na página da Cult Records, a data de lançamento para o álbum AHJ é 08 de outubro de 2013.

Agradecimentos pelas scans: She’s fixing her hair.co.uk

 

35 ANOS, JULIAN

8 meses atrás por nice Categorias:

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Há 35 anos nascia Julian Casablancas, um nova iorquino que cresceu pra ser parte daquela que seria nossa banda favorita.
A equipe TSBR – em nome dos fãs – deseja que ele tenha um dia lindo e alegre, em companhia daqueles que ama e o amam.

Happy Birthday, Jules! Com todo nosso carinho.